de três dedo


ENTREGA!
dezembro 4, 2009, 10:00 am
Filed under: Leo Marques

É, meus amigos, não se fala em outra coisa. Depois da “contusão” de Ronaldo que o retirou do jogo contra o Flamengo e do “protesto” de Felipe quando o mesmo não mexeu um dedo para tentar defender o pênalti, foi um Deus nos acuda. O Corinthians entregou, ai Jesus, sniff, sniff, cadê o futebol arte, cadê a honra, o amor à camisa. Agora a bola da vez é, obviamente, o Grêmio, que, como já está escrito nas estrelas, entregará o jogo para o Mengo no próximo Domingo. Estão errados?

Sinceramente, se meu time tem o poder de foder os rivais, não é mais do que obrigação fazê-lo. Cacete, rivalidade agora deixou de ser parte do futebol? Vale tudo, porra, vale tudo, só não vale dar o cu!

Portanto, vamos parar de palhaçada. Corinthians fez certinho em foder com o São Paulo (ou com o Internacional, de acordo com certas leituras) e o Grêmio está mais do que certo em entregar no Domingão. Claro, vão fazer a catimbinha, discutir com juiz, umas faltas duras aqui e ali, mas o resultado final nós já sabemos.

A única coisa não decidida no próximo Domingo é a luta pelo rebaixamento. Queria saber o que passa pela cabecinha do caríssimo L. Rafael neste momento. Tenso.

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De volta à programação normal
novembro 22, 2009, 10:17 pm
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De minha formação nos campos gerais de Curitiba herdei alguns amigos torcedores do CORITIBA FOOTBALL CLUB. Até então juro que não sabia que tais indivíduos realmente existiam. Fiz grandes amigos, como nosso querido professor L. Rafael. Outros, no entanto, se mostraram verdadeiros engraçadinhos, Ari Toledos por vocação, e passaram a me incomodar um pouco a partir do ano passado. Que o SANTOS LINDÃO está meio mal das pernas desde 2007 não é novidade para ninguém. A moçadinha decidiu se crescer. Aquele pipoqueiro lá que está esquecido em algum canto obscuro de Portugal fez meia dúzia de gols e a patota achou que agora era freguesia, e isso e aquilo. Bom, meus amigos, o joguinho de hoje foi só para lembrá-los quem é que manda nessa porra. Uma humilhação absurda. Confesso que não quero ver vocês na segunda divisão novamente (principalmente porque o Rafa é um phopho e querido), mas nós tínhamos que colocar os pingos nos is. Na verdade pegamos leve, perdemos pênalti, gols na cara. Fiquei com a impressão de que cabiam uns dez ali.

Mas é bom ver que tudo está voltando ao normal. Não me esqueço das diversas ocasiões em que pude assistir o esquadrão de 2002 destruindo tudo no Couto Pereira. Sempre foi muito fácil. Meu querido amigo R. Faraco Benthien me fez assistir, certa vez, uma goleada de uns 4 a 1 no meio da torcida do Coxa. Todo mundo lá, impávido, vendo show do esquadrão. Tive que me conter, mas alguns anos depois extravazei toda a energia em outra vitória épica, então acompanhado do ilustre Marcos Lanna. Ficamos lá com a fodona TJS, porradaria pura. Depois algum deles ainda pixou um TORCIDA JOVEM SANTOS em um muro no caminho para minha casa, ali bem pertinho daquele lugarzinho de gente moderna chamada Jacobina. Via aquilo todo dia ao caminhar para minhas aulinhas na Universidade. Inesquecível. O doce sabor do poder. Dominação pura.

Mas rolaram uns acidentes de percurso recentemente. Em 2008 meus amigos coxinhas me deixavam scrapzinho aqui, mensagenzinha no msnzinho ali. Só se falava naquela enganação chamada Keirrison. Do alto de minha sabedoria aristocrática tocquevilliana (uma característica comum à elite alvinegra), alertei: não está acontecendo uma Revolução, meus amigos. Acalmem-se! Não se deixem levar pelo espírito JACOBINA. Ano que vem volta tudo ao normal! Taí, Madson encapetado botando com cerol.



300
agosto 20, 2009, 7:00 am
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Crescer em uma cidade e, mais especificamente, em uma família na qual um clube específico de futebol exerce uma hegemonia absoluta é delicioso. Especialmente se o time é o poderoso SANTOS FUTEBOL CLUBE. Juro para vocês que eu me sentia como um espartano, parte de um grupo guerreiro aristocrático andando apenas com os mais fortes. Se São Paulo tinha a tal da Democracia Ateniense Corinthiana, a poucos quilômetros dali havia um guerreiro  aristocrático esmagando os mais fracos.

Soares, Arturo e Chulapa

Soares, Arturo e Chulapa

Ele. Sérgio Chulapa. O cara que me ensinou a ser homem. Nunca me esquecerei de meu primeiro jogo na Vila. O dia em que eu vi esse cara em campo pela primeira vez foi o dia em que compreendi o significado da genética alvinegra praiana que herdei. Mas vou guardar a trajetória de torcedor para dias mais inspirados. Por ora são suficientes as referências ao Santos e ao Chulapa.  Cheguei de voadora na porta. Com os dois pés.

Como bom SANTISTA, me tornei um apreciador desta tradicional e edificante disciplina que é a História. Depois de trilhar caminhos obscuros, caí na tal da Universidade Federal do Paraná, onde tive a oportunidade de conhecer os três outros cidadãos que compõem o presente blog. Concluí o curso na dita cuja e me meti à besta de fazer um doutorado nesse negócio, com temas completamente não relacionados ao futebol. Por enquanto. Um dia vou explorar esse lance mais a sério, quando já estiver estabelecido no campo. Mais ou menos como os caras do Metallica, que gravaram discos como Ride the Lightening e Master of Puppets para provar que podiam ser extremos, ficando liberados posteriormente para coisas como o álbum preto ou mesmo aquelas coisas horrorosas que vieram depois.

Acho que isso aqui será um exercício interessante, uma espécie de preparação descontraída para algo que pode vir a ser ainda mais central em minha vida. Uma “brincadeira séria”, para citar o finado Richard Morse. Vou deixar o momento me guiar. Se estiver no espírito de uma resenha de um livro futebolístico, mando uma resenha. Se estiver no clima de uma xingadinha refinada no Kleber Pereira, dou uma xingadinha refinada. Se estiver na vibe de provar UMA VEZ MAIS que o lateral esquerdo BRANCO matou um cara, provo que o Branco matou um cara.

Futebol é um troço tão inspirador que faz a gente achar que sabe de alguma coisa. E essa sensação é boa demais para não extravazar.