de três dedo


Considerações sobre um centenário by rafaelvicente
outubro 16, 2009, 1:29 am
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Autor: Rafael Vicente.

Vinte anos… Faz dois decênios que escolhi as alegrias e, sobretudo, as agruras de torcer pro Coritiba Foot Ball Club, o COXA-BRANCA! E no último dia 12 de outubro, juntamente com infantes em geral e com os devotos da Padroeira desse Brasil-de-meu-Deus, percebi que meu caso de amor com o COXA faz parte de 20% do tempo da existência desse clube, que chegou à respeitável marca de cem anos de funcionamento.

Sendo assim, em vez de bater na tecla – com o perdão do trocadilho – de fatos históricos do COXA, que vêm sendo comentados nesses últimos dias, ou de escrever sobre a periclitante posição do meu time no Brasileirão, vou citar situações sobre o COXA que marcaram meus dois primeiros anos como torcedor – para o bem e para o mal…

1) A primeira vez em que assisti a um jogo num estádio: Couto Pereira, abril de 1989. Campeonato Paranaense: Coritiba 4, (finado) Colorado 1.

2) O Atletiba que vencemos no (também finado) Pinheirão: 2 x 1, Paranaense 89 também. Primeiro Atletiba: emoção diferente. Ganhar do Atletiquinho é bom demais!

3) A conquista do título paranaense de 89, contra o União Bandeirante. Meus pais não me deixaram ir ao estádio. Sozinho, com doze anos, nem pensar! Tínhamos um aniversário pra ir. Fui escutando a vitória de 2 x 0 no rádio do carro – Chevette preto 1982 – e comemorei muito dentro do “Remorso” – apelido dado ao Chevettão pelo meu pai -, mesmo.

Esse time me deu muita alegria - e muita tristeza... CAmpeão paranaense de 1989: em pé: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos; agachados: Serginho, Carlos Alberto Dias, CHICÃO(!), TOSTÃO(!), Marildo e Osvaldo.

Esse time me deu muita alegria - e muita tristeza... Campeão paranaense de 1989: em pé: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos; agachados: Serginho, Carlos Alberto Dias, CHICÃO(!), TOSTÃO(!), Marildo e Osvaldo.

4) Atletiba, Couto, Paranaense de 1990. Chegamos atrasados, (não) vimos em pé. Toinho no gol do AtRétis. Chicão no comando do ataque do COXA: 3 x 0 pra nós!

5) Nesse mesmo campeonato, final contra o Atlético, a maior decepção da minha vida: perdemos o título, mesmo com um timaço. Num regulamento esdrúxulo, o time da Baixada entrou com vantagem de dois empates. Um infeliz de um tal de Dirceu, um centroavante nojento de ruim que eles tinham – e que depois desapareceu para todo o sempre – fez quatro gols naquele campeonato. Os quatro de cabeça. Os quatro no COXA. Vai tomar no cu! E, pra completar a desgraça, teve aquele gol contra do coitado do Berg. A partir daí começaram as desgraças em série do COXA…

6) O rebaixamento do COXA pra série B do Brasileirão de 89, na CANETADA. Na última rodada, pra ver quem passava de fase, o NORMAL seria que todos jogassem no mesmo horário, pra nenhum time se beneficiar ao já saber o resultado de outros jogos. Vasco e COXA estavam pela boa, mas o Vasco, com o puto do Eurico, conseguiu marcar seu jogo pra depois dos outros. O Coxa fora suspenso com a perda do mando por conta de uma briga no jogo contra o Sport – que envolveu nosso herói de 1985, São Rafael, então no Sport. A última rodada era contra o Santos, que também perdera o mando, não lembro por quê. Veredicto: jogo em campo neutro, em Juiz de Fora-MG. O COXA, embora, em tese, estivesse com a razão ao reivindicar à CBF que o Vasco jogasse no mesmo horário, viu seu pedido negado, CLARO, pela porra da CBF! Então, o COXA bateu o pé, entrou com liminar e anunciou que não jogaria contra o Santos – que, diga-se, estava numa merda danada em 89, em vias de ser rebaixado. Enfim: o COXA não foi pro jogo. Resultado: rebaixamento na canetada. E o pior é que essa semana li uma entrevista do craque daquele time, o Tostão, em que ele diz: “Não foi por falta de aviso. O pessoal da CBF ligou três vezes aos dirigentes do Coritiba, avisando que o clube seria punido de forma exemplar caso não disputasse a partida. Nossos dirigentes acreditaram na liminar, que foi cassada, e o clube acabou sendo rebaixado em um ano que tínhamos uma equipe capaz de vencer o Campeonato Brasileiro. Uma tristeza, realmente.” Aliás, é uma boa reportagem: http://www.historiadocoritiba.com.br/tostao/2-tostao-conta-sua-carreira.html. Bem, não foi a primeira vez em que o COXA ajudou o Santos por tabela, vide 2002…

Bom, meu povo, minha pova. É foda torcer pro COXA. Tirando lapsos de bons times, como os de 89, 98, 2003 e 2008, na média a gente fica se fodendo pra sobreviver. Mas, ainda assim, É BOM DEMAIS SER COXA, PORRA! Dias melhores – muito melhores – virão pra nós, tenho certeza!

PARABÉNS, COXA! CEM ANOS DE EXISTÊNCIA NÃO É PRA QUALQUER UM!



Jogo 666: o Bem e o Mal a postos! by rafaelvicente
outubro 13, 2009, 9:04 pm
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Autor: Rafael Vicente.

A dicotomia entre o Bem e o Mal nunca estivera tão à tona. Edelweiss FC, time representante dos bons costumes, vinha de 665 partidas invictas, sempre surrando seu principal rival, o Pazuzu FC.

Conhecido pela torcida como o Seresteiro dos Alpes, o Edelweiss FC fora fundado por Walt Disney, desenvolvedor de personagens fofinhos do imaginário coletivo mundial, originalmente com o nome de GER Mortimer, em homenagem à sua primeira criação, a qual depois também teria seu nome mudado, para Mickey. Inicialmente dedicado apenas ao lazer das famílias de bons costumes, o GER Mortimer rendeu-se ao único esporte de valor e de real entretenimento no planeta, o futebol, tornando-se o Mortimer FC. No fim de sua vida, pederasta e sentimentaloide que era, fascinado pela história de vida de uma babá muito louca chamada Maria, rebatizou o clube com o nome de Edelweiss FC, em homenagem à canção que o amado – e patrão – de Maria, o capitão Von Trapp, versejava para ela. Na verdade, Disney tinha tanta inveja da história de vida açucarada desses dois, que morreu logo depois da mudança de nome do clube, inadmitindo não ter transformado em filme aquela melodramexicanesca historieta. Mas isso é outro papo…

Mortimer, inspirador para a fundação do Edelweiss FC.

Mortimer, inspirador para a fundação do Edelweiss FC.

O Seresteiro sempre vinha com sua força máxima, um escrete a serviço dos sentimentos benfazejos e das criaturinhas advindas do sopro do “Homem”. Politicamente corretíssimo, admitia tanto homens – alguns de suspeitíssima masculinidade – quanto mulheres em suas frentes.

No gol do Edelweiss FC está Daniel Larusso. Não obstante sua baixa estatura, Daniel-San defende sua meta com elásticos e plásticos golpes do mais puro caratê. Apesar de ser um esporte de segunda linha – assim como todos os outros que não sejam futebol –, seus treinos ao ar livre, hibridamente feitos com lavagens de carros antigos e pinturas de muretas de madeira, auxiliam-no, haja vista a exaustiva dedicação exigida por seu mestre e empresário, Kesuke Myiagi.

Larusso e seu empresário, num momento de afagos.

Larusso e seu empresário, num momento de afagos.

Na lateral direita joga Kal-El, um alienígena com ares messiânicos que só quer ser aceito como ele não é, ou seja, humano. Veloz ao extremo, apoia com verticalidade espantosa, ao mesmo tempo – literalmente! – em que defende com a mais absoluta lealdade, fruto da criação ilibada que teve de seus pais adotivos, no mais puro e asséptico “W.A.S.P. (White, Anglo-American and Protestant) Way of Life”. Poderia ser o camisa 10 – e também o 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 11, todos ao mesmo tempo – do time, mas, humilde que é, opta por atuar apenas em uma posição secundária. Apesar de nunca querer ter sido um líder, o grupo o escolheu como capitão do time, dada sua diplomacia.

Kal-el formando a barreira: é preciso cuidar das partes pudendas...

Kal-el formando a barreira: é preciso cuidar das partes pudendas...

Na zaga, uma dupla que se completa. A própria Maria Von Trapp, supracitada, e um becão do bem, em tese, mas que, em verdade, é marrento e casca-grossa: Willy Wonka. Único do time que se pode citar como sendo de caráter duvidoso, Wonka revela uma ambiguidade quanto a querer o bem das pessoas, por um lado, e quanto a querer fazer como Michael Douglas fez em “Um dia de fúria”: sair por aí dando tiros a três-por-quatro para mostrar o quão hipócrita é a sociedade. Mas, sodomita latente que é, tem um quê de excesso de sensibilidade que o mantém no Edelweiss FC, quando, com efeito, ele quer mesmo é transferir-se para o arquirrival do Seresteiro, o Pazuzu FC, do qual falaremos depois.

Maria von Trapp, ciceroneando novos torcedores.

Maria von Trapp, ciceroneando novos torcedores.

Wonka e seu olhar matreiro.

Wonka e seu olhar matreiro.

Na lateral esquerda, um poço de bondade maior do que Geni quando salvou sua cidade do zepelim, Pollyana. De um otimismo exacerbado, mas confiante, ajuda o treinador nas preleções com palestras de autoajuda.

Pollyanna: "Pense positivo!"

Pollyanna: "Pense positivo!"

Edward Cullen e Troy Bolton atuam na volância. O primeiro com uma pegada mais forte e incisiva, haja vista seus atributos vampirescos. Apesar de ser um chupa-plasma do bem, que não ataca humanos – conquanto as incoerências que isso possa suscitar –, joga sempre “mordendo”, não dando espaço aos adversários. Já o segundo volante foi o escolhido numa peneira com milhares de candidatos num colégio secundarista norte-americano, bem à guisa dos “drafts” daquela imperial nação. Seu talento para a música ajuda na hora dos pagodes regados a churrasco de hambúrgueres e linguiças, sempre acompanhados de Maria, Willy – a contragosto, pois o negócio dele é um metal melódico – e daquela da qual falaremos agora: Mary Poppins, os cantores do grupo.

Cullen: em vez de tirar sangue, ele dá!

Cullen: em vez de tirar sangue, ele dá!

Troy: representante da galera emo.

Troy: representante da galera emo.

Curinga da equipe, Poppins atua bem em qualquer posição, muito por conta de sua bolsa mágica, proporcionando jogadas rocambolescas, mas, ao mesmo tempo, eficientes.

Mary Poppins: pura magia!

Mary Poppins: pura magia!

E, por falar em bolsa, chegamos ao craque do time, Frodo Bolseiro. Incumbido da árdua tarefa de carregar o anel de campeão do time, fardo que o atormenta por vezes, mas do qual ele não abre mão, Frodo tem tantos contratos de patrocínio que necessita de uma equipe de empresários para auxiliá-lo, conhecida como a “Sociedade do Anel”, formada por: Aragorn Telcontar, Gandalf Cinzento, Legolas Greenleaf, Gimli de Durin, Boromir de Gondor, Samwise Gamgee, Meriadoc Brandybuck e Peregrin Took. Às vezes a imprensa chama Frodo de “mimado” ou “protegido”, pois ele só pode falar e agir fora de campo de acordo com o que seus asseclas recomendam, o que o deixa com a pecha de não ter pensamentos próprios. Vale ressaltar que o principal patrocinador de Frodo – e do Edelweiss FC – é a Barra Wonka, que vem fazendo sua Promoção do Tíquete Dourado, que dá aos vencedores a chance de visitar a misteriosa e fantástica Fábrica de Chocolates Wonka.

Frodo: sempre com uma carinha de "roubaram meu pão"...

Frodo: sempre com uma carinha de "roubaram meu pão"...

Edelweiss FC: patrocínio forte!

Edelweiss FC: patrocínio forte!

O tíquete dourado: promoções trazem novos torcedores!

O tíquete dourado: promoções trazem novos torcedores!

Para fechar o onze seresteiro, os “magos frontais”, Harry Potter e Dorothy Gale. Ambos são muito jovens, mas foram promovidos ao time titular por conta de seus talentos e de uma ajudinha extra: aquele possui uma vareta mágica; aquela, algo mais adequado e ainda mais letal: chuteirunhas mágicas oriundas da Terra de Oz, na cor vermelha-purpurina, bem à moda dos boleiros modernos.

Potter, usando sua vara após uma entrada por trás.

Potter, usando sua vara após uma entrada por trás.

Dorothy: olhar esperançoso.

Dorothy: olhar esperançoso.

Na moda: chuteiras de Dorothy agradam em cheio os boleiros da atualidade!

Na moda: chuteiras de Dorothy agradam em cheio os boleiros da atualidade!

Mas aquela sequência de derrotas do Pazuzu FC estava prestes a terminar. Sempre com times medíocres, dessa vez a lista de contratações ultrapassava todos os limites da maldade. A ver…

O goleiro é Pennywise, o “Palhaço”. Empresariado por Stephen King, Pennywise veste-se de forma espalhafatosa – por isso o apelido. Engana a arbitragem, ludibriando-a com conversas insinuantes, e mostra os dentes pontiagudos aos adversários que folgam com ele. Cara a cara com um atacante, transforma-se numa aranha gigante, a fim de evitar que sua meta seja vazada.

Abrindo espaços pela lateral direita, usando sua motosserra, vem Leatherface. Membro de uma dinastia de jogadores amalucados originários de recônditas terras agrícolas americanas, “Bubba”, seu apelido nas categorias de base, destaca-se pela extrema objetividade em rasgar adversários, sempre no intento de saciar sua fome de bola.

Pennywise gargalha após grande defesa!

Pennywise gargalha após grande defesa!

Em família: Bubba com seu avô e empresário.

Em família: Bubba com seu avô e empresário.

Na zaga estava a Bruxa de Blair. Sempre esquiva e sorrateira, aparece de surpresa e aterroriza aqueles que invadem seu território, fazendo mandingas com bonequinhos no estilo vodu e com supostos sussurros de crianças em sofrimento, os quais invadem as mentes dos atacantes.

CT da Bruxa de Blair.

CT da Bruxa de Blair.

Compondo a defesa, a criatura que ficou conhecida pela apócope do sobrenome de seu criador, o empresário Barão Frankenstein. Frank, “O Monstro”, como foi apelidado, é o típico zagueiro truculento, mas não por maldade, mas, sim, como resultado do meio em que viveu, uma vez que sua aparência grotesca não deixa que seres humanos se lhe aproximem. Bem, isso ajuda “horrores” na sua atuação na zaga, pois os adversários, evacuados nas calças de medo, muitas vezes não lhe chegam perto, o que lhe facilita a limpeza da zaga.

Frank: incompreendido...

Frank: incompreendido...

A lateral esquerda ficava a cargo do impetuoso Michael Myers. Mascarado, Myers desconta suas frustrações infantis com violentos carrinhos nos adversários. Como subterfúgio carrega um facão escondido – não se sabe onde… – que, em caso de necessidade, usa contra atacantes mais abusadinhos e serelepes, já que é inepto para relacionamentos, por mais superficiais que sejam, além de não ser tão habilidoso.

Myers: preparando o bote!

Myers: preparando o bote!

O primeiro volante é Jack Torrance, capitão do Pazuzu FC. Voraz defensor e adorador do Hotel Overllok, patrocinador do Pazuzu FC, faz uso dessa antiga obsessão para transformar-se no “cão-de-guarda” da defesa. Como ouve vozes e vê pessoas imaginárias – talento herdado por Danny, seu filho, que se está revelando um talento “iluminado” nos dentes-de-leite do Pazuzu FC –, Jack, que é chegado numa biritagem, no mais das vezes entra em campo munido de um machado, o qual, quando não serve para romper as portas da defesa adversária, é usado para abrir o peito de quem se lhe interpuser.

Jack e seu olhar cáustico: "Here's Johnny!"

Jack e seu olhar cáustico: "Here's Johnny!"

Agindo mais como um meia clássico do que como um volante, encontramos Norman Bates. Calado e tímido, sempre apresentou dificuldades de relacionamento por causa da interferência de sua mãe, a qual insistia em acompanhá-lo em todos os treinos. Grudentíssima, acabou envenenada pelo seu filhote quando esse descobriu que ela tinha um caso com um vizinho. Ciúmes, você sabe… Isso o garantiu como titular absoluto do Pazuzu FC. Quando está calmo, é o tipo de jogador de que todo time precisa: discreto e eficiente. Mas, quando necessário, coloca uma peruca em homenagem à sua falecida progenitora e, com a voz alterada, sai dando facadas no peito e pazadas na nuca de quem estiver na sua frente.

Norman: "Você quer um sanduíche?"

Norman: "Você quer um sanduíche?"

A classe está a serviço do meio-campista Hannibal Lecter. Os requintes estilísticos desse gênio conhecido como “O Canibal” chegam aos píncaros da arte futebolística. Especialista também em arte gastronômica, auxilia o departamento de nutrição do clube, com dicas pra lá de supimpas sobre pratos que usam ingredientes os mais nobres, como, por exemplo, miolos de investigador vivo – normalmente a matéria-prima para seus pratos são obtidos por Leatherface. E, quando lhe indagam sobre o que ele oferece em seus intimistas, porém luxuosos, jantares, ele diz, com ar blasé: “Se eu revelasse o que é, você não comeria…” Elegância com um toque do fino humor britânico.

Hannibal: às vezes ele recorre a essa máscara, por uma refeição mais... frugal.

Hannibal: às vezes ele recorre a essa máscara, por uma refeição mais... frugal.

Ao lado de um craque elegante como Lecter, outro craque, mas de violentas paixões: Vlad Ţsepeş, o empalador. Conhecido em Sighişoara (Romênia), sua cidade-natal, como Vlad Dracul, mundialmente seu nome foi adaptado para Drácula. Por questões de marketing e de royalties, por vezes adota o nome artístico de Nosferatu. Coisas de empresários… Municia os atacantes com passes precisos. Diz-se que uma boa noite – ou melhor, um bom DIA – de sono reconfortante, após noites de orgias com as melhores mulheres que sua lábia pode seduzir, faz com que Vlad jogue o fino. Por conta de uma incrível fotossensibilidade, não pode atuar durante partidas diurnas. Sua dieta não permite uso de alho. Em seu armário, ao contrário dos da maioria dos boleiros, nada há de relíquias religiosas, sobretudo cruzes, que lhe causam ojeriza. Criou uma rixa, alimentada, claro, pela imprensa, com o volante Edward Cullen, do Edelweiss FC, por considerá-lo um traidor da raça dos vampiros, posto que o jovem sanguessuga só ataca animaizinhos indefesos, por pura necessidade vital, ao contrário da vampirada comandada por Ţsepeş, que, nas baladas e raves, faz sangue humano jorrar à farta.

Vlad: traje de gala.

Vlad: traje de gala.

Após o sono, pijama e cara amarrotada: todos merecem um descanso!

Após o sono, pijama e cara amarrotada: todos merecem um descanso!

Por fim, uma dupla de atacantes infernal! Jason Voorhees e Fred Krueger. Como muitos jogadores que existem por aí – Marcelinho Paraíba que o diga… –, a beleza não lhes sorriu. Por isso, Jason usa uma máscara de hóquei, para tapar horrendas cicatrizes. Mais corajoso, Krueger mostra suas escarificações de queimaduras, como quem diz “Sai da frente, que eu quero passar, senão, vou assombrar seus sonhos!”. Voorhees detesta especialmente jovens defensores, que amam a vida e jogam por diversão, perseguindo-os no campo de defesa daqueles, até lhes roubar a bola, mesmo que precise fazer uso das mais variadas armas, de facões a machadinhas, especialmente se as pelejas ocorrerem em noites de sexta-feira 13. Krueger é adepto de Sandman, o Bicho-Papão. Adora enlouquecer jovens zagueiros com suas garras afiadas, seja na realidade desse mundo, seja em sonhos, nos quais esquarteja adolescentes do bairro onde habita, na rua Elm.

Jason e Fred: carcarás sanguinolentos!

Jason e Fred: carcarás sanguinolentos!

025. FRED KRUEGER

O 666ª partida entre o Edelweiss FC e o Pazuzu FC estava amarrada! Quer dizer, marcada, para o Estádio Reagan McNeil.

A arena foi financiada com verbas advindas de atos secretos do Senado Federal do Brasil. O presidente daquela “proba” casa, José Ribamar, estava lá, prestigiando sua mais nova menina-dos-olhos. A tecnologia adotada foi a mesma para a construção da Estrela da Morte, do renomado arquiteto-Jedi Anakin Skywalker, mais conhecido como Darth Vader. O nome do estádio é uma homenagem à garota que mais trabalho deu ao Rei dos Demônios do Vento, Senhor das Febres e das Pragas, Pazuzu.

Senador Ribamar: "Investi um tantão assim nesse estádio!"

Senador Ribamar: "Investi um tantão assim nesse estádio!"

Vader na tribuna de honra: "Carpinteiro do universo inteiro eu sou!"

Vader na tribuna de honra: "Carpinteiro do universo inteiro eu sou!"

A menina Reagan: revirando os olhinhos de emoção pela homenagem.

A menina Reagan: revirando os olhinhos de emoção pela homenagem.

Novo escudo do Pazuzu FC: arte de Clodovil Hernandez.

Novo escudo do Pazuzu FC: arte de Clodovil Hernandez.

Mas a galera chamava o estádio de “Pazuzão” mesmo, adoradores que eram daquela entidade, que, juntamente com Escuridão – demônio que fez uma aparição “da hora” no filme “A lenda” –, Sauron, forjador do Um-Anel – o qual o Senhor de Mordor queria reaver a todo custo de seu mais recente guardião, Frodo Bolseiro –, e Pinhead, líder dos Cenobitas –, fundou essa inglória agremiação.

Escuridão: pose para os holofotes.

Escuridão: pose para os holofotes.

Sauron: "O anel é meu!"

Sauron: "O anel é meu!"

Pinhead: acupuntura para evitar o estresse das derrotas sucessivas.

Pinhead: acupuntura para evitar o estresse das derrotas sucessivas.

Vale lembrar que o presidente do clube era o senador americano e futuro imperador da Terra – segundo “A profecia” –, Damien, o Filho do Cujo. Fato curioso: como o Pazuzu FC tinha muitos processos nas costas, o clube contratou um advogado que só vencia as causas, sempre, Kevin Lomax – que, por coincidência, era irmão de Damien, uma vez que seu progenitor também era o Coisa-Ruim… Família é coisa linda!

Damien: brother de Lomax.

Damien: brother de Lomax.

Lomax e papai: conversa ao pé do ouvido...

Lomax e papai: conversa ao pé do ouvido...

Toda a mise-en-scène estava armada. A “Torcida Organizada Despertar dos Mortos”, facção da mais tradicional “Noite dos Mortos-Vivos”, fazia sua festa, regada a muito miolo humano cru. O jogador mais adorado pela TODM e pela TONM-V era Hannibal Lecter, aquele que adora um miolinho humano. Acho que vocês entenderam a relação… Ressalte-se que a presidência da torcida era desempenhada por um zumbi fanfarrão, Beetlejuice.

Beetlejuice: blançando a pança, sacudindo a massa!

Beetlejuice: blançando a pança, sacudindo a massa!

O empresário Stephen King era também o redator do estatuto do Pazuzu FC. Para aquele 666º jogo contra os Seresteiros dos Alpes ele alterou o estatuto no que diz respeito ao uniforme. Em vez de entrar com seu tradicional uniforme púrpura-forro-de-ataúde e negro-noite-de-Halloween, o Pazuzu FC inovou e entrou em campo com um uniforme todo vermelho-vísceras. Um luxo assinado por Clodovil Hernandez, directly from Hell!

Clô, num momento de carência oral criativa.

Clô, num momento de carência oral criativa.

Mamãe arrumando o mascote do Pazuzu FC para a entrada em campo.

Mamãe arrumando o mascote do Pazuzu FC para a entrada em campo.

Junto com os jogadores, entrou um grupo de mascotinhos do Inferno: à frente, um bebezinho lindo e peludo, de cascos fendidos, o Bebê de Rosemary. Claro, ele estava à frente pois era, também, filho do Cramulhano, assim como Damien e Lomax. Em seguida, Isaac, advindo da região do Corn Belt americano, região de colheitas malditas. Comandados por Isaac, vinham outras cinco criaturinhas de Deus, quer dizer, do Demônio, diretamente da Vila dos Amaldiçoados. Eram pequerruchos que tinham nascido de mulheres abduzidas e que iam à escola pra organizar chacinas de adultos. Junto deles havia um menininho que gostava de enterrar animais mortos no Cemitério Maldito, só para vê-los ressuscitar.

Isaac: garoto maroto e travesso!

Isaac: garoto maroto e travesso!

Essas gracinhas têm alto poder de persuasão!

Essas gracinhas têm alto poder de persuasão!

Esse gosta de enterrar animaizinhos.

Esse gosta de enterrar animaizinhos.

Os gandulas contratados para a peleja também tinham a alma bissexta e a cara canhestra: os Gremlins. Eles eram, anteriormente, gandulas e mascotes do Edelweiss FC. Mas, num jogo entre as agremiações, um desses que, por causa da poderosa TV Globo – que também agencia o Mal! –, acabou após a meia-noite, Gizmo, líder dos gandulas-mascotes, acabou levando um copo de urina nas costas, jogado pela “Despertar dos Mortos”. Como urina é 99,9% água, e Gizmo não podia molhar-se, senão geraria os Gremlins, não deu outra: ele gerou os Gremlins! Além disso, deram-lhe alimento nessa madrugada dos mortos, o que fez com que Gizmo se bandeasse para o lado obscuro – agora não se pode falar mais “negro”, em nome do politicamente correto… – da força, integrando as fileiras de gandulas do Pazuzu FC. E o comandante dos gandulas era nada menos, nada mais, que Geleia, demitido dos Caça-Fantasmas por brigas com o doutor Pete Venkman.

Gizmo: antes (Edelweiss FC).

Gizmo: antes (Edelweiss FC).

Gizmo: depois (Pazuzu FC) - incremento!

Gizmo: depois (Pazuzu FC) - incremento!

Geleia: comilança garantida!

Geleia: comilança garantida!

Como era um dia de festa, houve desfile em carro aberto. Bem, o carro, é claro, só poderia ser Christine, o Carro Assassino. Nele estava a musa do Pazuzu FC: Carrie, a Estranha.

Carrie chegando ao Pazuzão: longo vermelho de gala!

Carrie chegando ao Pazuzão: longo vermelho de gala!

Oompa-Loompas com o craque Wonka: serelepices e traquinagens!

Oompa-Loompas com o craque Wonka: serelepices e traquinagens!

Mas o Edelweiss FC também tinha seus mascotes: Bambi, Flipper, Benji, Lessie, Rin-Tin-Tin, todos bonzinhos e simpáticos. Bem, havia os Oompa-Loompas, que não eram assim tão bonzinhos e simpáticos – fruto do convívio com Willy Wonka, certamente – haja vista que, durante a entrada do time, ficavam atenazando os mascotes fofinhos e delicados, com suas canções: “Oompa-Loompa, doompadee doo: I’ve got another puzzle for you…”

Perfilados em campo, os dois escretes ouvem seus hinos: a canção “Edelweiss”, cantada pelo Capitão Von Trapp, entoada a plenos pulmões pelo onze seresteiro; e a “Marcha Imperial”, interpretada pala Orquestra Sinfônica Palpatine, sob a batuta do maestro Darth Sidious.

– CONTINUA (ou não…) NÃO SEI QUANDO!



Obina no Milan 2 by Allan Oliveira
outubro 13, 2009, 1:34 am
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É verdade que ele não é melhor que o Eto’o. Mas melhor do que o Inzaghi ele é…



Obina no Milan? by Allan Oliveira
outubro 13, 2009, 1:31 am
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Saiu hoje no globo esporte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1338627-9842,00.html

Pode até ser boato e que não dê em nada, o que é bem provável. Agora, que é da gente pensar neste tal futebol globalizado…. isto é.



Série “Jogos Bacanas”: Palmeiras e Corinthians (Brasileirão 1971) by Allan Oliveira
outubro 8, 2009, 1:02 am
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Esta é uma partida que, geralmente, aparece na lista de jogos antológicos do Corinthians. E também não é pra menos: os caras conseguiram virar a partida duas vezes, contra uma equipe que, na época, era a melhor do Brasil. Este mesmo Palmeiras seria bi brasileiro (1972 e 1973) e só perdeu o paulistão de 1971 porque Armando Marques confunde cabeça com mão (anulou um gol do Leivinha, alegando que ele batera com a mão na bola).

Quatro pequenos detalhes:

a) o Palmeiras entrou em campo com uma das camisas mais bonitas de sua história, com golas de arminho. No vídeo não dá pra ver, mas eu pude ver uma na casa de um senhor palmeirense em Curitiba. E, confesso, é linda.

b) Saem três gols em três minutos (24, 25 e 26 do segundo tempo). Detalhe para o segundo gol do Corinthians (aos 24), num pelotaço de Adãozinho. Já vi vários corintianos elegendo este gol como um dos Top 5 da história do clube. O gol do Leivinha, aos 25, é um golaço também.

c) a narração de Luiz Noriega, para a TV Cultura de São Paulo. O Noriega foi um dos primeiros narradores a desenvolver uma técnica de narração para a TV.

d) a “bola” com a imagem dos jogadores comemorando com a torcida de fundo, numa sobreposição de imagens. A Bandeirantes usou isto até por volta de 1983. Lembro de assistir, moleque ainda, com meu pai, partidas do Paulistão, por volta de 1982 e 1983, onde era usada a “bola”.



Ellos y los taxistas. by Allan Oliveira
outubro 7, 2009, 3:07 pm
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Uma das coisas mais “mão-na-roda” de Buenos Aires são os táxis. A gente se impressiona com a quantidade deles rodando pela cidade, durante 24 hs. Ao contrário do Brasil, os táxis argentinos recebem subsídios do governo (sobretudo em combustíveis), o que os torna muito mais baratos e uma opção viável como transporte (o metrô e os ônibus também são muito baratos, comparativamente ao Brasil). E como em qualquer lugar do mundo, os taxistas são fonte privilegiada de informação sobre a cidade. Qualquer antropólogo que estuda cidades sabe: quer um bom informante, ache um taxista.

Pois se o assunto é futebol então… E já no primeiro táxi que tomei (do aeroporto até o apê onde fiquei hospedado) pude matar minha curiosidade. Queria ouvi-los sobre Maradona. E, para minha surpresa, nos quase 20 Km de trajeto, o taxista desceu a lenha em Diego Armando, vulgo “Dios” Maradona. Sim, eles falam mal do homem. E muito. No começo pensei que era exceção. Talvez fosse um hincha de River, com recalques dos anos 80. Mas não. Em banquinhas, nos jornais, em revistas de humor, outros taxistas, muita gente, se assume para quem quiser ouvir “Maradona no”.

Isto quer dizer que gostam menos do cidadão? Não. Pelo contrário. É uma prova mais de que Diego Armando faz qualquer coisa pela seleção de seu país. Há um ou outro que ainda reclama algo mais, como “ele se perdeu”, “é uma invenção da imprensa” ou “nunca foi tudo isto”. Mas a maioria das pessoas com quem conversei a respeito foi taxativa: “o cara entrou numa gelada”, mas fez isto porque faz qualquer negócio pela seleção. Ou seja, reforçou sua posição de “Dios”. Se tem um culpado que aparece sempre, SEMPRE, ele se chama Julio Grondona (presidente da AFA). Se a Argentina não se classificar para o Mundial (e é vero: há uma certa expectativa em BsAs de que isto ocorra) claro que vão xingar Maradona, reclamar de sua figura, mas Julio Grondona vai ter que se mudar de país. 

Grondona, inclusive,  é apontado para o fato de que dois dos melhores técnicos argentinos não aceitem dirigir a seleção: Ramon Díaz e Carlos Bianchi. Na primeira vez que estive lá, em 2004, perguntei numa roda com alguns conhecidos portenhos, de “por que não Bianchi”? Eles se olharam em silêncio, meio desanimados, e me disseram que Bianchi se recusa a trabalhar com Grondona. Vale lembrar que este senhor tem fortes suspeitas de ligação com o tráfico internacional de armas…

No penúltimo dia de viagem, num táxi, um motorista percebendo que eu era brasileiro, me puxou: “e Dunga”? Disse a ele que, apesar das críticas, Dunga conseguiu ficar na seleção e deve ir até a copa, que o time achou um padrão de jogo (com o qual eu, particularmente, discordo…) e patatipatatá. “E nunca pensaram em Pelé”?, me perguntou. Disse a ele que já houve boatos neste sentido, mas nada muito certo, e que nossa relação com Pelé era diferente da deles com Maradona. Nós separamos alhos e bugalhos: pode ter sido grande jogador, mas a ser técnico vai uma grande diferença. “E ele aceitaria”?, me devolveu. Parei, alguns segundo, pra pensar, e disse que não. Disse a ele que Pelé tem um zelo com sua imagem que o impede de fazer “qualquer negócio” e dei como exemplo sua recusa em não jogar a copa de 74. Ele me escutou e me disse: “bem, não me surpreenderá se encontrarmos Maradona daqui uns anos, pobre, dirigindo um táxi. Ele não se preocupa muito com isto, com imagem, com que vão pensar. Essa é a diferença”.

Lembrei automaticamente de Paulo Mendes Campos falando de Garrincha. Vale lembrar que Paulo Mendes Campos morreu defendendo que o Mané era muito melhor do que Pelé. Não porque tivesse feito mais dentro de campo, mas simplesmente porque era mais humano.

Desci do táxi pensando nestas palavras: “rei” pra uns; “dios” pra outros. Talvez elas falem muito sobre nossas diferenças com relação a nuestros hermanos.



Menguísticas by Allan Oliveira
setembro 25, 2009, 7:10 pm
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Flamenguistas e sofredores,

eis que esta semana percebo o que é morar em cidade de colonização gaúcha. Aproxima-se o embate, pelo segundo turno do brasileirão, entre o MENGÃO e o Inter, e os chorolados, que são metade menos um da cidade de Toledo (a metade mais um torce praquele outro time estranho lá do RS), já tem me perturbado dias e noites. Pelo jeito esqueceram da traulitada de quatro que tomaram no primeiro turno…

E, na boa, esta torcida chorolada é de amargar. Ganharam meia-dúzia de coisas no século XIX, e ficam se achando. Só dá barrigudo com mais de cinquenta anos (pior que isso só a micro-torcida do Santos, dividida entre velhinhos de 70 anos, gente de 12 anos e o Léo, que só é santista porque disseram prele que ser santista é ser punk…).  Ok… já me disseram hoje: campeão de tudo. Tudo o quê cara-pálida? Libertadores, Mundial? Libertadores pra mim vai até final dos anos 80, quando era disputada por meia-seleção argentina e meia-seleção uruguaia. Na segunda metade dos anos 90, it’s over! Basta ver os finalistas: Olímpia, São Caetano, Fluzinho, LDU!!!!!!!! Ou seja, segundona.

E se a Libertadores virou segundona, essa Sulamericana, o que dizer? Comentário de professor gremista, colega de trabalho: sulamericana é a segundona da Libertadores. Gostei: ou seja, é equivalente à terceira divisão.

Noves foras: o que os chorolados ganharam? Nada. No máximo, Mundial contra o time do Deco. Mas, sejamos francos, europeu no Mundial entra em campo igual eu entrava em aula de história medieval. Só pra cumprir tabela. Assim, nem este mundialzinho entra na contabilidade.

Tudo isto pra dizer que não sei de Inter e timeco que fica aí se gabando de ser “campeão de tudo”. Pode até ser que ganhe no fim de semana. Inclusive, pela campanha que os caras estão fazendo está mais pra eles do que pra nós. Mas que os chorolados têm que comer muito arroz-e-feijão  pra pertubar a paz do MAIS QUERIDO DO BRASIL (cinco títulos brasileiros é bom que se lembre…), isso tem.

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Nesta semana, estarei em Buenos Aires, para curtir los hermanitos. Já estou com minha camiseta “El Brasil habla: quedate Maradona! Hasta siempre!”.

Dia 4, domingo, tem Boca y Velez, pelo apertura. Tentarei aparecer, mas como sei que o Boca não vende mais ingresso na bilheteria (tudo antecipado…), talvez seja difícil. Besitos a todos.

De toda forma, já marquei umas quilmes com os membros da FlaMayo, a maior torcida de Buenos Aires… Vai ser lindo a gente cantando “una vez Flamengo, siempre Flamengo, Flamengo yo siempre seré…”