de três dedo


Considerações sobre um centenário by rafaelvicente
outubro 16, 2009, 1:29 am
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Autor: Rafael Vicente.

Vinte anos… Faz dois decênios que escolhi as alegrias e, sobretudo, as agruras de torcer pro Coritiba Foot Ball Club, o COXA-BRANCA! E no último dia 12 de outubro, juntamente com infantes em geral e com os devotos da Padroeira desse Brasil-de-meu-Deus, percebi que meu caso de amor com o COXA faz parte de 20% do tempo da existência desse clube, que chegou à respeitável marca de cem anos de funcionamento.

Sendo assim, em vez de bater na tecla – com o perdão do trocadilho – de fatos históricos do COXA, que vêm sendo comentados nesses últimos dias, ou de escrever sobre a periclitante posição do meu time no Brasileirão, vou citar situações sobre o COXA que marcaram meus dois primeiros anos como torcedor – para o bem e para o mal…

1) A primeira vez em que assisti a um jogo num estádio: Couto Pereira, abril de 1989. Campeonato Paranaense: Coritiba 4, (finado) Colorado 1.

2) O Atletiba que vencemos no (também finado) Pinheirão: 2 x 1, Paranaense 89 também. Primeiro Atletiba: emoção diferente. Ganhar do Atletiquinho é bom demais!

3) A conquista do título paranaense de 89, contra o União Bandeirante. Meus pais não me deixaram ir ao estádio. Sozinho, com doze anos, nem pensar! Tínhamos um aniversário pra ir. Fui escutando a vitória de 2 x 0 no rádio do carro – Chevette preto 1982 – e comemorei muito dentro do “Remorso” – apelido dado ao Chevettão pelo meu pai -, mesmo.

Esse time me deu muita alegria - e muita tristeza... CAmpeão paranaense de 1989: em pé: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos; agachados: Serginho, Carlos Alberto Dias, CHICÃO(!), TOSTÃO(!), Marildo e Osvaldo.

Esse time me deu muita alegria - e muita tristeza... Campeão paranaense de 1989: em pé: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos; agachados: Serginho, Carlos Alberto Dias, CHICÃO(!), TOSTÃO(!), Marildo e Osvaldo.

4) Atletiba, Couto, Paranaense de 1990. Chegamos atrasados, (não) vimos em pé. Toinho no gol do AtRétis. Chicão no comando do ataque do COXA: 3 x 0 pra nós!

5) Nesse mesmo campeonato, final contra o Atlético, a maior decepção da minha vida: perdemos o título, mesmo com um timaço. Num regulamento esdrúxulo, o time da Baixada entrou com vantagem de dois empates. Um infeliz de um tal de Dirceu, um centroavante nojento de ruim que eles tinham – e que depois desapareceu para todo o sempre – fez quatro gols naquele campeonato. Os quatro de cabeça. Os quatro no COXA. Vai tomar no cu! E, pra completar a desgraça, teve aquele gol contra do coitado do Berg. A partir daí começaram as desgraças em série do COXA…

6) O rebaixamento do COXA pra série B do Brasileirão de 89, na CANETADA. Na última rodada, pra ver quem passava de fase, o NORMAL seria que todos jogassem no mesmo horário, pra nenhum time se beneficiar ao já saber o resultado de outros jogos. Vasco e COXA estavam pela boa, mas o Vasco, com o puto do Eurico, conseguiu marcar seu jogo pra depois dos outros. O Coxa fora suspenso com a perda do mando por conta de uma briga no jogo contra o Sport – que envolveu nosso herói de 1985, São Rafael, então no Sport. A última rodada era contra o Santos, que também perdera o mando, não lembro por quê. Veredicto: jogo em campo neutro, em Juiz de Fora-MG. O COXA, embora, em tese, estivesse com a razão ao reivindicar à CBF que o Vasco jogasse no mesmo horário, viu seu pedido negado, CLARO, pela porra da CBF! Então, o COXA bateu o pé, entrou com liminar e anunciou que não jogaria contra o Santos – que, diga-se, estava numa merda danada em 89, em vias de ser rebaixado. Enfim: o COXA não foi pro jogo. Resultado: rebaixamento na canetada. E o pior é que essa semana li uma entrevista do craque daquele time, o Tostão, em que ele diz: “Não foi por falta de aviso. O pessoal da CBF ligou três vezes aos dirigentes do Coritiba, avisando que o clube seria punido de forma exemplar caso não disputasse a partida. Nossos dirigentes acreditaram na liminar, que foi cassada, e o clube acabou sendo rebaixado em um ano que tínhamos uma equipe capaz de vencer o Campeonato Brasileiro. Uma tristeza, realmente.” Aliás, é uma boa reportagem: http://www.historiadocoritiba.com.br/tostao/2-tostao-conta-sua-carreira.html. Bem, não foi a primeira vez em que o COXA ajudou o Santos por tabela, vide 2002…

Bom, meu povo, minha pova. É foda torcer pro COXA. Tirando lapsos de bons times, como os de 89, 98, 2003 e 2008, na média a gente fica se fodendo pra sobreviver. Mas, ainda assim, É BOM DEMAIS SER COXA, PORRA! Dias melhores – muito melhores – virão pra nós, tenho certeza!

PARABÉNS, COXA! CEM ANOS DE EXISTÊNCIA NÃO É PRA QUALQUER UM!

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