de três dedo


De volta à programação normal by lnrdmrqs
novembro 22, 2009, 10:17 pm
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De minha formação nos campos gerais de Curitiba herdei alguns amigos torcedores do CORITIBA FOOTBALL CLUB. Até então juro que não sabia que tais indivíduos realmente existiam. Fiz grandes amigos, como nosso querido professor L. Rafael. Outros, no entanto, se mostraram verdadeiros engraçadinhos, Ari Toledos por vocação, e passaram a me incomodar um pouco a partir do ano passado. Que o SANTOS LINDÃO está meio mal das pernas desde 2007 não é novidade para ninguém. A moçadinha decidiu se crescer. Aquele pipoqueiro lá que está esquecido em algum canto obscuro de Portugal fez meia dúzia de gols e a patota achou que agora era freguesia, e isso e aquilo. Bom, meus amigos, o joguinho de hoje foi só para lembrá-los quem é que manda nessa porra. Uma humilhação absurda. Confesso que não quero ver vocês na segunda divisão novamente (principalmente porque o Rafa é um phopho e querido), mas nós tínhamos que colocar os pingos nos is. Na verdade pegamos leve, perdemos pênalti, gols na cara. Fiquei com a impressão de que cabiam uns dez ali.

Mas é bom ver que tudo está voltando ao normal. Não me esqueço das diversas ocasiões em que pude assistir o esquadrão de 2002 destruindo tudo no Couto Pereira. Sempre foi muito fácil. Meu querido amigo R. Faraco Benthien me fez assistir, certa vez, uma goleada de uns 4 a 1 no meio da torcida do Coxa. Todo mundo lá, impávido, vendo show do esquadrão. Tive que me conter, mas alguns anos depois extravazei toda a energia em outra vitória épica, então acompanhado do ilustre Marcos Lanna. Ficamos lá com a fodona TJS, porradaria pura. Depois algum deles ainda pixou um TORCIDA JOVEM SANTOS em um muro no caminho para minha casa, ali bem pertinho daquele lugarzinho de gente moderna chamada Jacobina. Via aquilo todo dia ao caminhar para minhas aulinhas na Universidade. Inesquecível. O doce sabor do poder. Dominação pura.

Mas rolaram uns acidentes de percurso recentemente. Em 2008 meus amigos coxinhas me deixavam scrapzinho aqui, mensagenzinha no msnzinho ali. Só se falava naquela enganação chamada Keirrison. Do alto de minha sabedoria aristocrática tocquevilliana (uma característica comum à elite alvinegra), alertei: não está acontecendo uma Revolução, meus amigos. Acalmem-se! Não se deixem levar pelo espírito JACOBINA. Ano que vem volta tudo ao normal! Taí, Madson encapetado botando com cerol.

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Considerações sobre um centenário by rafaelvicente
outubro 16, 2009, 1:29 am
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Autor: Rafael Vicente.

Vinte anos… Faz dois decênios que escolhi as alegrias e, sobretudo, as agruras de torcer pro Coritiba Foot Ball Club, o COXA-BRANCA! E no último dia 12 de outubro, juntamente com infantes em geral e com os devotos da Padroeira desse Brasil-de-meu-Deus, percebi que meu caso de amor com o COXA faz parte de 20% do tempo da existência desse clube, que chegou à respeitável marca de cem anos de funcionamento.

Sendo assim, em vez de bater na tecla – com o perdão do trocadilho – de fatos históricos do COXA, que vêm sendo comentados nesses últimos dias, ou de escrever sobre a periclitante posição do meu time no Brasileirão, vou citar situações sobre o COXA que marcaram meus dois primeiros anos como torcedor – para o bem e para o mal…

1) A primeira vez em que assisti a um jogo num estádio: Couto Pereira, abril de 1989. Campeonato Paranaense: Coritiba 4, (finado) Colorado 1.

2) O Atletiba que vencemos no (também finado) Pinheirão: 2 x 1, Paranaense 89 também. Primeiro Atletiba: emoção diferente. Ganhar do Atletiquinho é bom demais!

3) A conquista do título paranaense de 89, contra o União Bandeirante. Meus pais não me deixaram ir ao estádio. Sozinho, com doze anos, nem pensar! Tínhamos um aniversário pra ir. Fui escutando a vitória de 2 x 0 no rádio do carro – Chevette preto 1982 – e comemorei muito dentro do “Remorso” – apelido dado ao Chevettão pelo meu pai -, mesmo.

Esse time me deu muita alegria - e muita tristeza... CAmpeão paranaense de 1989: em pé: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos; agachados: Serginho, Carlos Alberto Dias, CHICÃO(!), TOSTÃO(!), Marildo e Osvaldo.

Esse time me deu muita alegria - e muita tristeza... Campeão paranaense de 1989: em pé: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos; agachados: Serginho, Carlos Alberto Dias, CHICÃO(!), TOSTÃO(!), Marildo e Osvaldo.

4) Atletiba, Couto, Paranaense de 1990. Chegamos atrasados, (não) vimos em pé. Toinho no gol do AtRétis. Chicão no comando do ataque do COXA: 3 x 0 pra nós!

5) Nesse mesmo campeonato, final contra o Atlético, a maior decepção da minha vida: perdemos o título, mesmo com um timaço. Num regulamento esdrúxulo, o time da Baixada entrou com vantagem de dois empates. Um infeliz de um tal de Dirceu, um centroavante nojento de ruim que eles tinham – e que depois desapareceu para todo o sempre – fez quatro gols naquele campeonato. Os quatro de cabeça. Os quatro no COXA. Vai tomar no cu! E, pra completar a desgraça, teve aquele gol contra do coitado do Berg. A partir daí começaram as desgraças em série do COXA…

6) O rebaixamento do COXA pra série B do Brasileirão de 89, na CANETADA. Na última rodada, pra ver quem passava de fase, o NORMAL seria que todos jogassem no mesmo horário, pra nenhum time se beneficiar ao já saber o resultado de outros jogos. Vasco e COXA estavam pela boa, mas o Vasco, com o puto do Eurico, conseguiu marcar seu jogo pra depois dos outros. O Coxa fora suspenso com a perda do mando por conta de uma briga no jogo contra o Sport – que envolveu nosso herói de 1985, São Rafael, então no Sport. A última rodada era contra o Santos, que também perdera o mando, não lembro por quê. Veredicto: jogo em campo neutro, em Juiz de Fora-MG. O COXA, embora, em tese, estivesse com a razão ao reivindicar à CBF que o Vasco jogasse no mesmo horário, viu seu pedido negado, CLARO, pela porra da CBF! Então, o COXA bateu o pé, entrou com liminar e anunciou que não jogaria contra o Santos – que, diga-se, estava numa merda danada em 89, em vias de ser rebaixado. Enfim: o COXA não foi pro jogo. Resultado: rebaixamento na canetada. E o pior é que essa semana li uma entrevista do craque daquele time, o Tostão, em que ele diz: “Não foi por falta de aviso. O pessoal da CBF ligou três vezes aos dirigentes do Coritiba, avisando que o clube seria punido de forma exemplar caso não disputasse a partida. Nossos dirigentes acreditaram na liminar, que foi cassada, e o clube acabou sendo rebaixado em um ano que tínhamos uma equipe capaz de vencer o Campeonato Brasileiro. Uma tristeza, realmente.” Aliás, é uma boa reportagem: http://www.historiadocoritiba.com.br/tostao/2-tostao-conta-sua-carreira.html. Bem, não foi a primeira vez em que o COXA ajudou o Santos por tabela, vide 2002…

Bom, meu povo, minha pova. É foda torcer pro COXA. Tirando lapsos de bons times, como os de 89, 98, 2003 e 2008, na média a gente fica se fodendo pra sobreviver. Mas, ainda assim, É BOM DEMAIS SER COXA, PORRA! Dias melhores – muito melhores – virão pra nós, tenho certeza!

PARABÉNS, COXA! CEM ANOS DE EXISTÊNCIA NÃO É PRA QUALQUER UM!